Duas explicações para as contas públicas
O Banco Central justifica os juros elevados, entre outros motivos, pelas pressões inflacionárias e pelos déficits fiscais primários. Segundo a autoridade monetária, gastos primários acima da arrecadação pressionam a inflação. O BC também afirma que a Selic alta reduz a demanda e ajuda a conter os preços.
Lara Resende apresenta outra leitura: reconhece o crescimento da dívida, mas diz que os juros, e não os gastos primários, são o principal problema. Segundo o artigo, os juros consumiram mais de R$ 1,1 trilhão nos 12 meses mencionados, equivalentes a 8,9% do PIB.
Proposta do economista
O economista sugere anunciar conjuntamente metas de inflação e de juros, com planejamento fiscal e monetário para quatro a cinco anos. Na proposta, o Banco Central manteria a taxa básica em um intervalo entre a meta de inflação de 3% e o crescimento nominal potencial da economia.
O que acompanhar a partir daqui
- A proposta também prevê atuação do Banco Central no mercado de câmbio para evitar uma depreciação mais intensa do real; Lara Resende cita reservas internacionais superiores a US$ 350 bilhões como apoio a essa intervenção.
Transparência
De onde vieram as informações
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- Agência BrasilEconomista de Plano Real acusa BC de causar rombo fiscal via juros ↗Publicação na origem: 02/11/2026, 14:09 BRT · consulta: 03/11/2026, 00:15 BRT
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